
O ser humano é um bicho complexo (é bicho mesmo!). Não apenas do ponto de vista morfo-anato-fisiológico, mas por ser algo difícil de definir.
Essa dificuldade vem do fato de que nós somos a única espécie conhecida (por nós, obviamente) que tem esse hábito de definir tudo o que encontra - definimos, identificamos e classificamos praticamente tudo à nossa volta, da microscópica molécula perdida no nada até a gigantesca galáxia em que estamos perdidos - esbarrando, contudo, na definição de nós mesmos.
Convenhamos, porém, que é muito mais fácil definir o outro, o estranho, o externo do que a si próprio. Como delimitar o que é a nossa própria identidade?
Primeiramente vou esclarecer qual será a noção de identidade usada daqui por diante: a identidade não é aquele papel com sua foto, o nome de seus pais, sua data de nascimento e outras pequenas informações. Ela também não é o número escrito no papel (aquilo é seu Registro Geral, vulgo RG). A identidade é um conjunto de fatores que lhe caracteriza, que lhe identifica, que diz quem você é. Ela é, portanto, o conjunto de informações que, juntas, dizem que você não idêntico a outra pessoa qualquer. Identidade é diferença!
A identidade de um indivíduo engloba os aspectos culturais, físicos, sociais, sexuais e intelectuais que ele possui (se eu esqueci algo, por favor, acrescentem em suas próprias leituras). Ela é gigante e complexa por natureza.
Entretanto, na nossa jornada infindável pela definição e classificação, acabamos por mediocrizar as identidades, analisando-as sob o ponto de vista simplista e massificante dos rótulos. O rótulo é, pois, uma classificação generalista das identidades que não faz jus nenhum à diversidade delas. Somando umas poucas características que, aos olhos não-atentos, parecem vir sempre em conjunto na maioria das pessoas cria-se o rótulo, ou estereótipo, que vai servir de base para a identificação e catalogação de outras tantas vítimas.
Até aí não teria problema, caso as pessoas rotuladas não fossem afetadas pelo título recebido. Mas não é assim que acontece. Por uma razão que eu desconheço - mas que certamente alguma teoria evolucionista ou psicologista pode explicar - as pessoas têm essa necessidade inerente de pertencer a grupos sociais mais ou menos definidos. Aparentemente queremos ser rotulados. identificados, incluídos num grupo. Talvez porque a identidade grupal seja mais relevante numa sociedade populosa do que a identidade individual.
E na maioria das vezes, para ter a sensação de pertencimento/inclusão num grupo acabamos por assumir inteiramente o rótulo estereotipado que o define: não apenas assimilamos as características grupais que nos faltam, como também negamos aquelas que nos distinguem. Despimo-nos do eu verdadeiro para vestir a camisa do time, da igreja, da escola, da orientação sexual, do estilo musical e outros grupos semelhantes. Perdemos a nossa identidade em prol do conforto de ser de um grupo e, quando nos damos conta, somos apenas mais um número nos censos classificatórios.
Fugir desse futuro quase apocalíptico não é tão difícil:
* Primeiramente, não mude você mesmo apenas para agradar ou ser incluído pelos outros. Mudanças só são bem vindas quando são necessárias para trazer melhorias ao seu bem estar e/ou ao do próximo;
* Depois, preste atenção no outro: conheça-o, entenda-o e tente aceitá-lo antes de forçar qualquer mudança nele;
* Por fim, busque a diversidade. Não se isole em um "mundinho fechado" dos seus semelhantes. Aventure-se (cautelosamente, se possível) no desconhecido, pois a diferença gera o debate e, com ele, o crescimento!
Essa dificuldade vem do fato de que nós somos a única espécie conhecida (por nós, obviamente) que tem esse hábito de definir tudo o que encontra - definimos, identificamos e classificamos praticamente tudo à nossa volta, da microscópica molécula perdida no nada até a gigantesca galáxia em que estamos perdidos - esbarrando, contudo, na definição de nós mesmos.
Convenhamos, porém, que é muito mais fácil definir o outro, o estranho, o externo do que a si próprio. Como delimitar o que é a nossa própria identidade?
Primeiramente vou esclarecer qual será a noção de identidade usada daqui por diante: a identidade não é aquele papel com sua foto, o nome de seus pais, sua data de nascimento e outras pequenas informações. Ela também não é o número escrito no papel (aquilo é seu Registro Geral, vulgo RG). A identidade é um conjunto de fatores que lhe caracteriza, que lhe identifica, que diz quem você é. Ela é, portanto, o conjunto de informações que, juntas, dizem que você não idêntico a outra pessoa qualquer. Identidade é diferença!
A identidade de um indivíduo engloba os aspectos culturais, físicos, sociais, sexuais e intelectuais que ele possui (se eu esqueci algo, por favor, acrescentem em suas próprias leituras). Ela é gigante e complexa por natureza.
Entretanto, na nossa jornada infindável pela definição e classificação, acabamos por mediocrizar as identidades, analisando-as sob o ponto de vista simplista e massificante dos rótulos. O rótulo é, pois, uma classificação generalista das identidades que não faz jus nenhum à diversidade delas. Somando umas poucas características que, aos olhos não-atentos, parecem vir sempre em conjunto na maioria das pessoas cria-se o rótulo, ou estereótipo, que vai servir de base para a identificação e catalogação de outras tantas vítimas.
Até aí não teria problema, caso as pessoas rotuladas não fossem afetadas pelo título recebido. Mas não é assim que acontece. Por uma razão que eu desconheço - mas que certamente alguma teoria evolucionista ou psicologista pode explicar - as pessoas têm essa necessidade inerente de pertencer a grupos sociais mais ou menos definidos. Aparentemente queremos ser rotulados. identificados, incluídos num grupo. Talvez porque a identidade grupal seja mais relevante numa sociedade populosa do que a identidade individual.
E na maioria das vezes, para ter a sensação de pertencimento/inclusão num grupo acabamos por assumir inteiramente o rótulo estereotipado que o define: não apenas assimilamos as características grupais que nos faltam, como também negamos aquelas que nos distinguem. Despimo-nos do eu verdadeiro para vestir a camisa do time, da igreja, da escola, da orientação sexual, do estilo musical e outros grupos semelhantes. Perdemos a nossa identidade em prol do conforto de ser de um grupo e, quando nos damos conta, somos apenas mais um número nos censos classificatórios.
Fugir desse futuro quase apocalíptico não é tão difícil:
* Primeiramente, não mude você mesmo apenas para agradar ou ser incluído pelos outros. Mudanças só são bem vindas quando são necessárias para trazer melhorias ao seu bem estar e/ou ao do próximo;
* Depois, preste atenção no outro: conheça-o, entenda-o e tente aceitá-lo antes de forçar qualquer mudança nele;
* Por fim, busque a diversidade. Não se isole em um "mundinho fechado" dos seus semelhantes. Aventure-se (cautelosamente, se possível) no desconhecido, pois a diferença gera o debate e, com ele, o crescimento!
