quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Tudo Novo de novo
Sinto que agora, finalmente, posso tomar as rédeas da minha vida, controlar o meu destino, ser o que eu quero, o que eu DEVO ser. E talvez assim eu possa me achar (mas isso fica pra outra postagem).
PS.: A maldição acabou, que venha 2010!
sábado, 19 de dezembro de 2009
Felicidade pra mim é...
Eu sinto que para ser feliz eu preciso fazer todos com quem me importo felizes também. Estou firme e permanentemente unido àqueles que amo por um laço ambíguo: ora tristeza, ora felicidade, e isso tem me deixado muito mal nesses últimos dias.
Tenho tentado, talvez em vão, fazer felizes meus familiares em conflito, meus colegas com problemas e até alguns desconhecidos. Na verdade eu tenho feito isso durante toda a minha vida. Em toda situação de conflito, toda escolha dicotômica, toda opinião divergente eu tento favorecer os dois lados, mostrar a face boa de ambos. Alguns diriam que isso é ficar "em cima do muro", mas o que eu realmente tento é ficar dos dois lados do muro. Agradar a Gregos e Troianos, a Judeus e Palestinos, enfim, trazer a felicidade a todos.
Mas a cada dia que passa eu percebo o quão difícil isso é.
Talvez essa característica também faça parte da minha natureza dupla e, por isso, eu não consigo evitar agir dessa maneira. No entanto, às vezes me parece que as pessoas não gostam desse comportamento, parece que não querem ser ajudadas, não querem ser felizes!

Ou talvez, simplesmente, não sou eu o louco que pode trazer a felicidade a todos.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A violência do dia-a-dia. E nós com isso?
Assim tem sido o dia típico do cidadão típico de Feirópolis, pelo menos desde que aprovaram a lei municipal que oficializa a profissão Bandido. Os “ladrões” – ou “Profissionais do Crime”, como preferem ser chamados – têm total liberdade para exercer seu trabalho em toda a região do município. Além disso contam com carteira assinada, direito à aposentadoria, sindicato e estão lutando agora por um plano de saúde para a categoria. Recentemente foram beneficiados por uma medida que pune (com multa ou cadeia) aqueles que os agredirem física ou verbalmente durante o seu horário de trabalho. Isso aconteceu depois de várias queixas do sindicato contra pessoas que reagiram violentamente contra assaltos e seqüestros.
As pessoas da cidade não aceitaram muito bem a nova lei nos primeiros meses, mas a maioria delas já estava tão acostumada com a criminalidade do dia-a-dia que achou que tal banalidade talvez nem precisasse de lei. Elas não sentiram muita diferença nos índices de crimes antes e depois da lei, talvez tivesse aumentado um pouco. No geral, pessoas continuavam a ser assaltadas, roubadas, seqüestradas e mortas, bandidos continuavam soltos e os dias continuavam passando. Alguns revoltados fizeram cartazes, passeatas e manifestações, dizendo que aquilo era um absurdo e que os políticos estavam legislando em prol da própria classe. Algumas fofocas diziam que o plano de carreira do “Profissional do Crime” incluía até a candidatura à Prefeito.
No mais, eu continuo vivendo, não tão seguro, não tão tranqüilo, mas ainda assim vivo. À noite, enquanto eu espero o sono, fico pensando em tudo o que aconteceu durante o dia, e cada vez mais considero a hipótese de mudar de profissão.
\o/ ¬º. Assalto. Violência banalizada no Menssenger.
Cabe a nós as escolhas que vão transformar nossa cidade em uma "Feirópolis" ou não.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Minh'alma em versos

Quem é você, que não existe
Que tanto pede, implora, insiste
Que tanto chama, grita, berra
Que tanto cansa, dorme, espera?
Quem é você, essa ilusão
Que me estrangula o coração
Que me sufoca com seus doces gestos
Que me envenena com seu lábio em versos?
Quem é você que me persegue
Que me cativa, embora eu negue
Que, sem mim, desfalece, morre
Que, quando me aproximo, corre?
Quem é você, ninfa do mar
Que tanto habita o meu pensar
Que aparece em meus melhores sonhos
Que enlouquece os meus hormônios?
Será você, filha da espuma?
Diga-me logo, por favor, assuma
Com seu rebento e suas setas vis

Trouxe flores pra você.
Quando você andar por aí,
sábado, 29 de agosto de 2009
Meu Multiverso
Como posso ser bacharelando e licenciando?
Como posso ser cientista e professor?
Como posso amar Química, Física, Matemática, Biologia, Filosofia, Psicologia?
Como posso gostar de viajar e de ficar em casa?
Como posso gostar do campo e da cidade?
Como posso querer ter amigos e ficar sozinho?
Como posso querer ser solteiro e comprometido?
Como posso preferir os amigos e a família?
Como posso querer ser rico e não ligar pro dinheiro?
Como posso ser solidário e egoísta?
Como posso querer brincar, trabalhar e estudar?
Como posso ser criança, adulto, velho e adolescente?
Como posso gostar de doce e salgado?
Como posso ter planos “normais” e desejos alucinados?
Como posso curtir plantas e animais?
Como posso escutar música clássica, rock, pop, folk, pagode, axé e gostar disso tudo?
Como posso acreditar na ciência e não ser ateu?
Como posso querer sim e não, calor e frio, chuva e sol, luz e sombra?
Desde que eu comecei a entender o mundo me disseram que a vida é feita de escolhas. Sempre que eu pensava em escolher tudo me diziam que as opções eram auto-excludentes. Se só se pode ser uma coisa, então quem são meus outros desejos? E quem é minha verdadeira escolha? Será que minha personalidade multifacetada vem de dentro ou de fora? Sei que ter que escolher é uma merda foda, pois o que mas me frustra é não saber como teria sido o outro caminho.
Acho que a vida seria bem melhor e as pessoas seriam mais felizes se a questão do “ser ou não ser” pudesse ser resolvida por um simples “ser e não ser”.

sábado, 15 de agosto de 2009
De volta (ou, back to blue)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Introdução/Apresentação: a história da praia.
Num belo feirado marquei com uma amiga na praia. Ela viajaria com a família, eu com os amigos e nos encontraríamos lá. Teríamos apenas dois dias, mas era suficiente. No primeiro dia nos ligamos. Eu tinha o horário dela, mas não tinha o local, então não houve encontro. No segundo dia eu tinha o local, mas não tinha o horário. É bom lembrarmos, de vez em quando, que vivemos num mundo quadridimensional (3 dimensões espaciais e uma temporal) e precisamos das coordenadas de todas essas dimensões pra achar um objeto em movimento.
O segundo dia passou e eu não a encontrei. Mas tudo bem, afinal estava TUDO BEM mesmo. Eu me diverti muito imaginando nosso encontro, pensando em tudo que poderíamos fazer se nos encontrássemos: as brincadeiras na areia, as ondas, os beijos.
Mas nada disso aconteceu, ou aconteceu apenas no mundo que eu criei. Sabe, a minha mente cria mundos pra me divertir, me confortar, me emocionar. Ninguém nunca tinha tido acesso a esses mundos. Até agora.
Meu nome é Hermenegildo Costa, mas pode me chamar de Hermes, o Mensageiro. Seja bem-vindo ao "Mundo dentro da minha cabeça"!
