quinta-feira, 4 de março de 2010

Perdido

Estar perdido não é não saber onde está, é não saber para onde ir.
É isso que eu penso, é nisso que acredito e é assim que estou.


Nos últimos dias, talvez meses, tenho pensado sobre o futuro, especificamente o meu, mas tudo que eu consigo vez é uma imagem embaçada, nuvens escuras, névoa. Meu futuro tem se mostrado indefinido para mim.
Estou perdido não num plano físico, mas no plano temporal. Não é como se não houvesse nada à minha frente, como se eu não tivesse para onde ir, é justamente o contrário. Quando eu era criança eu sonhava com o futuro, planejava, traçava meus passos num belo caminho imaginário. Mas aí o futuro chegou, finalmente, e eu já peguei tantos atalhos, desvios, rotas alternativas que já não sei mais por onde seguir e, por fim, esqueci meu destino.
Agora me vejo frente às diversas alternativas que já desejei, todas com um futuro brilhante e feliz à mostra e eu simplesmente não sei o que escolher. Queria ficar com todas, seguir todas, mas parece que os caminhos felizes da vida fatalmente não podem ser paralelos. Por que tanta dicotomia? Porque tantas escolhas auto-excludentes?
Minha mente não é uma só. Minha alma não é uma só. Sou múltiplo e estou dividido. Um multiverso num universo de caminhos marcados por escolhas.
E então estou perdido: nenhum mapa, bússola ou GPS, nenhuma dica, conselho ou orientação pode me ajudar. A estrada eu já conheço, só não sei aonde vai dar.

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