sábado, 19 de dezembro de 2009

Felicidade pra mim é...

Exceto durante o sono, todo momento sozinho pra mim é uma oportunidade para a auto-reflexão. Na última vez em que fiz isso, quando as coisas aqui em casa estavam muito tristes e complicadas, percebi a origem da minha felicidade: a felicidade alheia.

Eu sinto que para ser feliz eu preciso fazer todos com quem me importo felizes também. Estou firme e permanentemente unido àqueles que amo por um laço ambíguo: ora tristeza, ora felicidade, e isso tem me deixado muito mal nesses últimos dias.

Tenho tentado, talvez em vão, fazer felizes meus familiares em conflito, meus colegas com problemas e até alguns desconhecidos. Na verdade eu tenho feito isso durante toda a minha vida. Em toda situação de conflito, toda escolha dicotômica, toda opinião divergente eu tento favorecer os dois lados, mostrar a face boa de ambos. Alguns diriam que isso é ficar "em cima do muro", mas o que eu realmente tento é ficar dos dois lados do muro. Agradar a Gregos e Troianos, a Judeus e Palestinos, enfim, trazer a felicidade a todos.

Mas a cada dia que passa eu percebo o quão difícil isso é.

Talvez essa característica também faça parte da minha natureza dupla e, por isso, eu não consigo evitar agir dessa maneira. No entanto, às vezes me parece que as pessoas não gostam desse comportamento, parece que não querem ser ajudadas, não querem ser felizes!

Ou talvez, simplesmente, não sou eu o louco que pode trazer a felicidade a todos.


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